XXVII Congresso Estadual do SINTEP-PB é encerrado com aprovação de diretrizes e Plano de Lutas
O SINTEP-PB encerrou, neste sábado (29), no auditório da Federação Espírita Paraibana, em João Pessoa, o XXVII Congresso Estadual, com a realização da plenária final, que reuniu delegados e delegadas das 14 regionais do sindicato. Foram aprovadas propostas e diretrizes para a atuação da entidade, alterações no Estatuto e o Plano de Lutas para o período de 2026 a 2028, consolidando o evento como um importante espaço de participação democrática, organização e construção coletiva da categoria.
Com o tema “Democracia, Tecnologia, Paz e Soberania: Desafios na Sociedade e no Trabalho Educacional”, o Congresso reuniu, durante quatro dias, cerca de 400 participantes para debater os desafios da educação pública, os direitos da categoria, a inclusão, o combate às desigualdades e os impactos das novas tecnologias e da inteligência artificial no trabalho educacional. A programação contou com a participação de especialistas, dirigentes sindicais e pesquisadores, que contribuíram para ampliar o debate sobre os desafios enfrentados pela categoria e pela educação pública.
A plenária final foi aberta com a saudação da presidenta da CNTE, professora Fátima Silva, que destacou a importância da união entre experiência e juventude para garantir a continuidade da luta sindical. Ao citar o escritor Gabriel García Márquez e a expressão “viver para contar”, ela ressaltou a importância de registrar a trajetória construída pelas gerações que participaram da organização sindical.
“Estou vivendo para contar que estive no Congresso Estadual do SINTEP e vi essa mescla de juventude chegando e respeitando o legado do passado. O legado não é passado. A juventude deve respeitar essa história e construir o futuro da organização. A gente passa, a nossa organização não”, afirmou.
Fátima também destacou conquistas obtidas a partir da mobilização dos trabalhadores, como o piso nacional do magistério, e defendeu a continuidade da luta por novos direitos, incluindo a construção de um piso para os funcionários da educação. Ao falar sobre o futuro, defendeu melhores condições de trabalho e o uso da tecnologia como ferramenta de apoio aos profissionais, e não como instrumento de substituição ou opressão. A presidenta da CNTE ainda parabenizou o SINTEP-PB pela realização do Congresso e ressaltou a contribuição histórica da Paraíba para a organização e a luta do movimento sindical brasileiro.
Em seguida, os participantes analisaram e aprovaram, em plenária, propostas elaboradas a partir dos debates realizados nos grupos de trabalho, que nortearão as lutas da categoria. Entre algumas deliberações, foi aprovado o fortalecimento da representação sindical nas escolas, com a realização de encontros específicos, como encontro de representantes de escolas, a criação de um congresso para aposentados e aposentadas, entre outros.

Também foram aprovados o desmembramento e a criação de novas secretarias e representações, como a criação de um coletivo de pessoas com deficiência, uma secretaria de saúde e esporte, além da adoção de critérios de paridade de gênero e cotas para pessoas negras e com deficiência, entre outras deliberações.
Destaque também para alterações em alguns artigos do Estatuto da entidade e a elaboração do Plano de Lutas para o período de 2026 a 2028, estabelecendo prioridades e estratégias para fortalecer a luta da categoria e ampliar sua capacidade de intervenção diante dos desafios dos próximos anos.
O coordenador-geral do SINTEP-PB, agora presidente, o professor Felipe Baunilha, destacou a ampla participação das delegações das 14 regionais como fundamental para a realização do XXVII Congresso Estadual, na construção coletiva de propostas e também das aprovações.
Segundo Felipe, a participação da categoria reafirmou o compromisso do sindicato com a organização dos trabalhadores e trabalhadoras em educação e com a defesa de uma educação pública, democrática, inclusiva e socialmente referenciada.
“Esta plenária aqui está lotada de representatividade. Onde foram votadas as alterações do estatuto da entidade, a apartir das propostas que foram transparentemente debatidas pelos participantes. Aqui é um debate voluntário, é um debate por consciência de classe, da necessidade da gente estar junto, da gente estar junta, construindo nosso sindicato”, afirmou Felipe.
O encerramento foi marcado pela apresentação do Maracatu Quilombo Nagô, de João Pessoa, que valoriza a cultura popular e afro-brasileira por meio do maracatu de baque virado. Com tambores, dança e elementos tradicionais, o grupo atua na preservação da ancestralidade, no fortalecimento da identidade negra e na valorização da cultura popular paraibana.