SINTEP-PB participa de atos do Grito dos/as Excluídos/as na PB
O SINTEP-PB marcou presença na 32ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas realizada em João Pessoa e Campina Grande no dia 7 de setembro. Diretores e diretoras do sindicato se juntaram a Central Única dos Trabalhadores e diversos movimentos populares e sindicais nas manifestações em defesa da terra, da moradia, da paz e da soberania.

Na capital paraibana, a concentração começou às 10h no Parque Solon de Lucena, no Centro, de onde seguiu em caminhada pela av. Beira Rio, após o desfile oficial da Semana da Pátria. A mobilização levou às ruas pautas relacionadas aos direitos sociais e trabalhistas, à democracia, à soberania e à melhoria das condições de vida nas periferias. Já em Campina Grande, a concentração ocorreu a partir das 9h na região da Praça Clementino Procópio e no entorno do Açude Velho. O movimento também registrou atividades em outros municípios do estado, a exemplo de Patos, onde o ato foi promovido na Praça Cícero Sulpino (Praça do Guedes).
Com o tema “Vida em Primeiro Lugar!” e o lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”, os atos deram visibilidade ao combate à violência contra a mulher, aos conflitos no campo, às desigualdades sociais e à defesa do Estado Democrático de Direito. A proposta das entidades foi ocupar a data da Independência resgatando o questionamento central do movimento: qual o sentido da independência quando parcela significativa da população ainda não tem direitos básicos garantidos?

Para o coordenador-geral do SINTEP-PB, professor Felipe Baunilha, o Grito dos Excluídos consolida-se como uma manifestação histórica dos setores progressistas, movimentos populares e entidades sindicais para destacar que o 7 de Setembro exige a defesa da nação atrelada ao cuidado com a população. “Vida em Primeiro Lugar, educação, moradia, saúde: estas são as nossas bandeiras. Estamos aqui, junto aos movimentos sociais, à CUT e aos demais sindicatos, defendendo a vida do povo brasileiro”, afirmou o dirigente.
Na Paraíba, o protesto abordou ainda pautas trabalhistas contemporâneas e a realidade das periferias, englobando reivindicações como o fim da escala 6×1 e a implementação de políticas públicas de segurança orientadas pela cultura da paz. Com isso, a mobilização manteve a tradição de transformar o feriado nacional em um espaço de reflexão, cobrança e manifestação política paralela às celebrações cívicas oficiais.