Sintep-PB participa de sessão especial em alusão ao Dia Internacional da Mulher na ALPB
O Sintep-PB, por meio da Secretaria de Relações de Gênero, Raça e Diversidade, representado pela professora Fernanda França, participou da sessão especial em alusão ao Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, realizada na ALPB na última terça-feira (24). O evento, proposto pela deputada Cida Ramos, discutiu as conquistas históricas das mulheres, bem como os desafios ainda enfrentados na luta por igualdade de direitos, combate à violência e ampliação da participação feminina nos espaços de poder e decisão.
A sessão contou com a participação de diversos parlamentares, autoridades dos poderes Executivo e Judiciário, além de representantes da sociedade civil organizada. Estiveram presentes, além da representante do Sintep-PB, a vereadora de Campina Grande, Jô Oliveira; a representante do Movimento de Mulheres e Feministas da Paraíba, Marina Blank; a ex-vereadora de João Pessoa, Sandra Marrocos; a professora Nayanna Morais Dias, representante do Centro de Referência de Políticas de Prevenção e Enfrentamento às Violências Contra as Mulheres da UFPB; a advogada Jéssica Souza, representante da OAB-PB; a defensora pública estadual Aline Araújo Sales da Silva; e a delegada da Polícia Civil, Paula Monalisa Pinho Cabral.
A deputada Cida Ramos ressaltou que o Dia Internacional da Mulher simboliza a trajetória de resistência, organização e mobilização das mulheres ao longo da história, sendo também um marco para reafirmar o compromisso institucional com políticas públicas voltadas à promoção da autonomia, da dignidade e da proteção das mulheres. “A Assembleia tem um papel fundamental nesse processo e é hora de unir as mulheres por um mundo onde a violência não seja a tônica. A violência é algo construído na sociedade, fruto do patriarcado e do machismo, e nós, mulheres, somos as maiores vítimas”, afirmou.
A professora Fernanda França manifestou preocupação com os casos de violência e com a misoginia, ainda presentes na sociedade, destacando que essa realidade precisa ser enfrentada e devidamente criminalizada no país. Ela afirmou acreditar na capacidade transformadora da educação, ressaltando, porém, que deve ser uma educação transgressora. Também defendeu a necessidade de combater a violência contra a mulher dentro da sala de aula, em todo o estado. “A gente precisa, de fato, ter uma educação igualitária e reforçar novas formas de viver”, concluiu.