Bloco ‘Amélia Nunca Mais’ celebra 16 anos e reforça luta pelos direitos das mulheres em Cajazeiras
O bloco carnavalesco ‘Amélia Nunca Mais’ realizou, no último domingo (15), seu tradicional desfile pelas ruas de Cajazeiras, no Alto Sertão paraibano. Em 2026, o movimento celebrou 16 anos de trajetória, mantendo a proposta de unir a alegria do Carnaval à defesa das pautas feministas e à promoção dos direitos das mulheres na região. A concentração aconteceu no fim da tarde, na Praça João Pessoa, de onde os participantes seguiram em desfile pelas principais ruas da cidade.

Nesta edição, o bloco homenageou a professora, sindicalista e ativista feminista Lúcia da Silva. Atuante no Sintep-PB e no Centro de Defesa da Mulher Márcia Barbosa. A homenageada destacou a importância do bloco como espaço de visibilidade para as lutas históricas das mulheres e de enfrentamento à violência de gênero no Alto Sertão.
Para Lúcia, o objetivo do bloco é defender a luta das mulheres e dizer não à violência. “Estamos aqui para reafirmar nosso posicionamento contra o assédio sexual, o preconceito e qualquer forma de agressão. Queremos respeito entre homens e mulheres. Defendemos que os homens respeitem mais as mulheres e que a violência não seja tolerada”, afirmou a homenageada.
Para a diretora da 9ª Regional do Sintep-PB, professora Betinha Rodrigues, o “Amélia Nunca Mais” já se consolidou como um movimento histórico em Cajazeiras, marcado pela forte participação feminina. “É um momento em que nos unimos para enfrentar a violência contra as mulheres. O bloco também chama a atenção para a necessidade de um carnaval sem assédio, em que os corpos e a individualidade das mulheres sejam respeitados”, ressaltou.
Mais uma vez, o “Amélia Nunca Mais” teve apoio do Sintep-PB e reafirmou seu papel como espaço de mobilização social, transformando o carnaval de rua em instrumento de conscientização e luta por igualdade.
Com informações e registros do site Diário do Sertão. http://www.diariodosertao.com.br