• Postado: 11 June 2020
  • Categoria: Notícias

SINTEP repudia nomeação de candidato com menor números de votos para reitor da UFPB

O SINTEP repudia a nomeação de Valdiney Veloso Gouveia, pelo governo Bolsonaro, como reitor da UFPB, contrariando a escolha democrática da comunidade acadêmica. Seguindo a linha democrática, as reitoras Terezinha Domiciano e Mônica Nóbrega seriam eleitas e deveriam ser empossadas por conseguir o primeiro lugar em números de votos pela comunidade acadêmica. 

Diante disso, a comunidade acadêmica fez um ato nesta quinta-feira (05), em frente à reitoria para defender a instituição do ensino público e repudiando a escolha antidemocrática e contra o plano da precarização da educação pública.

Felipe Baunilha, Secretário da Juventude do SINTEP, esteve no ato público protestando contra a atitude autoritária do governo Bolsonaro. Ele ressalta que desde 2016, o SINTEP luta pela escolha democrática para a gestão escolar no Estado da Paraíba.

“Acreditamos que a participação popular e o exercício da cidadania, fazem parte do princípio da educação brasileira, previsto na LDB, e devem ser aprendidos na escola. Assim, também devem ser aplicados nas universidades públicas. A democracia e a autonomia universitária devem ser preservadas. Não é possível aceitarmos a tentativa de barrar a vontade da comunidade acadêmica", comentou Felipe Baunilha.

Os estudantes da UFPB fizeram uma campanha após as eleições chamada “Reitoras eleitas, reitoras empossadas”, repudiando o possível golpe e à nomeação do novo reitor, reivindicando o poder da democracia e pela autonomia universitária.

A chapa 1, na qual Valdiney Veloso Gouveia estava inserido, teve apenas 5% dos votos nas eleições da UFPB. Além disso, perdeu na comunidade acadêmica e obteve zero votos no Consuni (Conselho Universitário).

A repercussão do ocorrido foi além de João Pessoa e do Estado com os estudantes da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Veículos da grande mídia, como MidiaNinja, G1, Revista Fórum, UOL, entre outros, estão se mobilizando contra a intervenção de Jair Bolsonaro na nomeação que vai contra a escolha da comunidade acadêmica, ferindo a legitimidade e a democracia.